Dry Needling (agulhamento Seco)

O Dry Needling é definido internacionalmente como Terapia Manipulativa ou Manual Intramuscular.  É uma técnica bastante comum na Fisioterapia Manipulativa Ortopédica, que foi desenvolvida por Janet Travel, que realizou seus primeiros ensaios clínicos  no tratamento de pontos gatilhos, manipulando nodos musculares em áreas tensas, com agulhas hipodérmicas sem nenhuma relação com a acupuntura, sendo  primeiramente estabeleceu o termo Dry Needling ou agulhamento seco. Muitos outros pesquisadores realizaram estudos posteriores, como Karel Lewit e C.Chang Gunn, incorporando elementos e influências.  

Dr. Chang escreveu vários artigos além do livro: The Gunn Aproach to The Treatment of Chronic Pain estabeleceu o uso de agulhas de acupuntura , porém em sua obra deixou claramente figuradas as distinções de seu método, caracterizando-o como estimulação Intramuscular (EIM) e não como acupuntura a despeito das diferenças na avaliação e na metodologia de tratamento. Atualmente em consensos internacionais o agulhamento seco é referido como um método pertencente ao universo dos especialistas na área manipulativa musculoesquelética e por isso nominado como em português Terapia Manipulativa/Manual Intramuscular (TMI).

Uma variedade de problemas músculo-esqueléticos, incluindo, mas não limitados a: lesões crônicas/agudas, dores de cabeça, pescoço, dores na coluna, tendinites, espasmos musculares, “dor ciática”, dor no quadril, joelho, tensões musculares, fibromialgia, cotovelo de Golfista, lesões por overuse, etc . Há poucos efeitos colaterais, e podem variar entre os indivíduos. Normalmente, apenas leve dor muscular ou hematoma na pele.

Dry Needling envolve a inserção de uma agulha para estimular o processo de cicatrização de tecidos moles (“Trigger points” musculares, fáscias, tendões e ligamentos, etc), resultando em alívio da dor e restauração da fisiologia saudável. O paciente também pode sentir uma reprodução de “sua” dor, que é um indicador de diagnóstico útil para o terapeuta diagnosticar a causa dos sintomas dos pacientes.

Os pacientes logo aprendem a reconhecer e aceitar até mesmo essa sensação, uma vez que resulta na desativação do Trigger Point, reduzindo a dor e restaurando a função do comprimento normal do músculo envolvido. A agulha utilizada é muito fina e algumas pessoas  nem sequer a sentem penetrar na pele. Em um músculo saudável, sente-se pouco desconforto com a inserção da agulha. No entanto, se o músculo é sensível e encurtado ou há Trigger Points ativos dentro dele, o indivíduo vai sentir uma sensação como uma cãibra muscular – “a resposta de contração” ou LTR, (Local Twitch Response).

Um trigger point miofascial é um ponto com hiperirritabilidade e hiperatividade no músculo esquelético que está associado com um nódulo palpável hipersensível. Esta área se torna dolorosa no local e também pode “irradiar” em padrões previsíveis

Esta é uma técnica fisioterapêutica que está se disseminando rapidamente pela sua eficácia e resolutividade. No Brasil ainda é pouco conhecida, mas está ganhando cada vez mais adeptos no Brasil.